Links: tudo o que você precisa saber sobre links

Links: tudo o que você precisa saber sobre links

Compartilhe este conteúdo:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Os links quebrados fazem parte de assuntos diários de quem trabalha com otimização. Mesmo sendo muito falado, os links quebrados ainda são um problema para a indexação de sites.
Primeiro vou explicar o que são os links e depois falo sobre o problema deles estarem quebrados nos sites.

Bom, link é uma redução do termo hyperlink ou hiper-ligação, que é o nome dado ao recurso criado para conectar dois hiper-documentos. Um hiper-documento por sua vez é qualquer documento HTML, como foi definido por Tim Berners-Lee em 1989, quando se criou a Web. Na prática um link é um trecho do texto (ou mesmo uma imagem, botão, etc) que permite ao usuário navegar de um conteúdo até outro. Um link possui várias propriedades, como destino, texto âncora, janela destino, título, além de atributos semânticos, estilo e até algum comportamento especial em certos casos.

Texto âncora de um link

Em sua concepção original um link era sempre um texto, podendo ser uma palavra ou frase. Mais tarde permitiu-se que uma imagem também pudesse ser um link, e nesse caso o texto alternativo da imagem fica valendo como texto, compondo o texto âncora. O texto âncora, portanto é o texto associado ao link, e é esperado que ela seja uma prévia ou motivação para o conteúdo no destino do link. Ou seja: o texto âncora precisa ter relevância para conteúdo no destino. Existem 3 formatos comuns de texto âncora, sendo eles:

  • Frase ou palavra-chave. O formato mais indicado e de maior valor semântico. Por exemplo: você sabia o que o Nautilos presta uma consultoria SEO para seu site?
  • Notação funcional. Talvez o tipo mais comum, onde o texto é um “aqui” ou outra denotação com pouco significado. Exemplo: você pode saber mais sobre a Consultoria SEO aqui.
  • URL exposta. É quando o texto âncora é a própria URL. Exemplo: veja mais sobre a Consultoria SEO em https://www.nautilos.com.br/otimizacao-de-site-seo/.

A URL exposta deve ser em geral evitada, primeiro porque muitas URLs são grandes e/ou feias, e isso só iria complicar visualmente o texto. E segundo porque elas induzem à confiança e ao erro, por exemplo, eu poderia usar uma URL certa como texto âncora, mas colocar no destino uma página perigosa, e você iria para lá achando que estava seguro. 99% dos e-mails de Spams trabalham assim. O segredo é ter o cuidado de, antes de clicar num link qualquer, parar o mouse nele e ver o endereço real do destino. Nem sempre é suficiente, mas ajuda bastante.

Dica de SEO: como escolher a palavra/frase ideal para ser o texto âncora de um link? Em primeiro lugar, evite usar a palavra-chave da página de origem, pois isso seria um sinal confuso para o buscador. Dê preferência para palavras-chave ou trechos curtos (digamos, 5 ou 6 palavras) que tenham conexão direta com o conteúdo da página-destino. Isso porque um link tem mais valor para uma página quando o texto âncora é relacionado. Exemplo: dois links para o perfil do Pelé num site, sendo um com o texto “aqui” e outro com o texto “Rei do Futebol”, qual você acha que é mais relevante?

Copy e link baits

Você já entendeu então que o texto âncora é o principal chamariz que fomenta o clique em um link. Então não deve ser surpresa que existe toda uma arte em criar âncoras interessantes, que maximizem os cliques em um link qualquer. Isso acontece para links típicos, links patrocinados, manchetes e em vários outros contextos. O Copy é a arte de criar frases com maior probabilidade de gerar cliques em um link. Uma pessoa com um Copy apurado consegue criar manchetes, anúncios e links que realmente tem desempenho superior à média. Eu, infelizmente não sou uma dessas pessoas.

Além do bom copy, há também o mau copy, e uma de suas manifestações é o link bait. Afinal, se você não é capaz de criar um link interessante, porque não mentir e enganar a pessoa, fazendo-a clicar num link por outros motivos? O link bait é isso: usar de mensagens sensacionalistas, ou de apelo gráfico, para atrair uma pessoa a um conteúdo que não corresponde realmente àquilo. Exemplo: “ganhe R$14mil reais trabalhando de casa” não é exatamente uma chamada honesta para um texto sobre como fazer guest posting para subir seu ranking.

Janela destino de um link

A janela destino é simplesmente o local no qual você deseja que, por default, o link seja aberto. Existem várias opções mas normalmente só duas delas importam:

  • Abrir link na própria janela (ou aba)
  • Abrir link em nova janela (ou aba)

A diferença entre um e outro é meio pessoal, mas convencionou-se que um link que dá continuidade ao assunto dentro de um mesmo site funciona melhor quando aberto na mesma janela/aba. Esse é o comportamento padrão de qualquer link, inclusive. Do contrário, navegar em 5 páginas num site levaria a 5 abas abertas e ninguém gosta disso.

Já quando um link leva a outro site, um assunto paralelo ou algo que desvie razoavelmente do conteúdo, convém abrir o link em nova aba/janela. A gente chama de aba/janela porque essa convenção foi criada antes dos recursos de Abas dos navegadores modernos. No código, basta adicionar um atributo target com o valor _blank (underscore, blank). Felizmente, a maioria dos editores e CMS oferecem recursos visuais para marcar que determinado link é para abrir em nova aba. O próprio usuário pode, obviamente, querer abrir um link em nova aba/janela independente da intenção do autor da página, usando para isso a configuração do seu navegador, ou o botão direito, ou (para os íntimos) apenas segurando a tecla Ctrl enquanto clica num link (já experimentou isso?)

Título de um link

O título de um link é um recurso interessante porém relativamente pouco utilizado. Assim como vários outros elementos do HTML, a tag <a> que representa um link possui um atributo title. Quando definido, o navegador pode usar esse atributo para agregar mais informação ao link antes mesmo do usuário clicar. Normalmente isso é feito na forma de um hint, ou dica, um texto que aparece em cima do link quando se passa o mouse. Esse é um recurso nativo dos navegadores, mas que pode ser estendido por bibliotecas. O título pode ser útil para dar ao usuário uma noção melhor, sem comprometer a fluidez do texto em torno do link, sobre o que ele vai encontrar se clicar, ou porquê deveria clicar.

Dica de WordPress: se você abrir seu editor de Post agora e tentar definir um título para qualquer link, provavelmente não encontrará onde fazê-lo. Claro, que sabe HTML pode abrir o modo texto e colocar o atributo lá, mas nem todo mundo sabe HTML. A solução então pode ser um plugin bem legal (e leve) chamado Title and Nofollow for links. Esse plugin simplesmente adiciona na janela de edição de links do WordPress um campo para definir o Título e um checkbox para marcar um link como nofollow. Bem útil, não acha? Claro que há outros, talvez até melhores, mas esse é de graça e sem frescura.
PS: notou que o link acima tem título, né? rsrsrs

Atributos Semânticos de um link

Quando dizemos “atributos semânticos” queremos dizer que existem atributos (entenda como uma anotação) que podemos fazer em um link, que denotam para quem interessar um determinado comportamento ou qualidade daquele link. Isso pode ser feito por atributos de tag HTML, ou por classes CSS. O atributo semântico mais conhecido é o rel=nofollow, que infelizmente é muito chamado de “tag nofollow” (o que não faz nenhum sentido mas, novamente, ninguém tem obrigação de saber HTML). Mas existem outros, como o target=_blank citado anteriormente, ou os menos conhecidos rel=noopener, rel=author. Os atributos definidos via classe CSS em geral dependem da biblioteca usada (exemplo: Bootstrap) ou do desenvolvedor. Em Bootstrap podemos por exemplo anotar a classe “btn” ao link, e isso faz com que ele vire um botão bonitinho. Usar mais de uma classe é possível, e “btn btn-large danger” faz ele virar um grande botão vermelho.

Mas deixando de lado as infinitas possibilidades de anotações semânticas, vamos às mais úteis e usadas por quem escreve para a web:

    • rel=author Uma anotação que causou furor por um tempo, pois prometia mostrar a foto do autor (se outras coisas fossem devidamente bem configuradas, além do link) nos resultados de busca do Google. Depois foi abortada e ignorada, hoje em dia é quase irrelevante, mas algumas pessoas gostam de usar essa marcação quando dão link para o autor de algum artigo ou citação no texto.
    • rel=nofollow Denota um link como nofollow. Isso é um assunto à parte, vou tratar mais adiante. Quando não existe, considera-se que o link é dofollow, ou padrão.
    • rel=noopener Uma anotação com visibilidade crescente nos últimos anos. Ela é uma medida de segurança adotada em links para outros domínios, que aumenta a proteção do ambiente JavaScript contra algumas bibliotecas maliciosas. Em geral é seguro não usá-la e mesmo não conhecê-la, mas como segurança nunca é demais, tem-se usado cada vez em todos links externos.
    • rel=noreferrer Uma anotação com intuito de ocultar a origem do link para seu destino. A ideia é que a página que vai abrir quando o link for clicado não receberá a informação de que a página que tinha o link foi a origem do acesso. Em termos de Google Analytics, isto iria forçar a visita a ser considerada como de Tráfego Direto.
    • rel=next e rel=prev Indicam que o destino está cronologicamente ou de outra forma relacionado à página atual, literalmente antes ou depois dela. É usado por exemplo na “navegação lateral de posts”, que alguns temas oferecem no WordPress.
    • Existem vários outros, para conhecê-los você pode ler por exemplo a documentação da W3School sobre isso.

Estilização de Links

Você pode não saber disso, mas nem sempre foi possível estilizar uma página da Web. É por isso que as marcações de links, títulos H1, H2 e outras coisas possuem um estilo default (por exemplo, cores ou tamanho de fonte). Com a melhoria da tecnologia, começou-se a adotar um pouco mais de liberdade através de tags especiais como <font>, <center> e outras, até que uma hora surgiu o CSS e a decoração quase ilimitada como você conhece hoje.

Mas a memória não esquece, e até hoje temos resquícios dessas condições anteriores, por exemplo nas cores padrão de links e seus estados: azul com sublinhado para link nunca visitado, roxo para link visitado, etc. O CSS adicionou à isso o estado de um link em hover (não tenho um bom termo em português para isso, mas é quando você passa o mouse no link), que permite dar uma reação melhor ao link. E claro, CSS também permite transformar radicalmente a aparência de um link, adicionando à ela forma, cor, espaço e mesmo iconografia e imagens. Para os empolgados, dá pra adicionar até movimento e (pasmem!) som. Mas não vou me estender sobre isso, não é muito importante para a anatomia de um link rsrs.

Destino de um Link

Deixei o destino pro final de propósito. O destino é claramente a propriedade mais importante de um link, afinal de nada adianta um link existir se ele não leva a lugar algum. Um destino pode vir de várias formas, sendo a mais corriqueira uma URL comum. Mas algumas pessoas já me perguntaram porque a tag de link é <a> e não algo como <link>, e o motivo, além da redução de esforço de digitação — afinal links são muito usados e no começo não tinha WordPress e editor visual para ajudar quem escrevia as páginas — é que um link foi pensado como uma âncora. Na analogia, dois documentos com um link entre eles é como se houvesse uma âncora jogada no destino, e a corrente tivesse sua ponta no documento de origem. Inclusive, o termo link (hyperlink na verdade) em inglês deriva de elo de corrente mesmo (link, chain).

Por falar em âncora, vou aproveitar para falar de um tipo particular de destino muito útil, que é a navegação interna de uma página. Funciona assim: você define algumas âncoras bem posicionadas no seu HTML, e pode usar links no formato #ancora (hashtag seguido do ID da âncora) para fazer o usuário deslocar/rolar a página até lá. Sem mudar de página ou recarregar nada. É algo muito usado ainda hoje, por exemplo em landing pages ou nos sites one-page (que não tem opção, coitados). E também pode ser usado junto com URLs externas, por exemplo para abrir uma página qualquer já numa posição específica (desde que exista uma âncora lá, preparada para isso).

Quando o destino do link é uma URL, ela pode vir de duas formas: relativa ou absoluta. Uma das brigas que eu tenho com o WordPress é a insistência em usar URLs absolutas quando URLs relativas são perfeitamente aceitáveis e mais práticas (as consequências disso não cabem aqui, mas se tiver curiosidade, comenta lá embaixo que eu explico). Para você entender:

  • URL Absoluta: inclui o domínio e caminho completo até a página, e funciona de qualquer lugar do site. Exemplo: https://www.nautilos.com.br/blog/
  • URL Relativa: considera que o destino é no mesmo domínio, e só se preocupa com a rota interna. Exemplo: /blog/
  • URL Relativa 2 (a do tipo ruim!): determina o destino partindo do caminho da página atual, e por isso só funciona em páginas do mesmo nível de profundidade. Exemplo: imagens/foto.jpg (dependendo de onde estiver o link, o destino pode ou não ser encontrado; ao passo que um /arquivos/imagens/foto.jpg funciona em todo o site).

Quando um link é clicado muita coisa pode acontecer. Mas o padrão é simplesmente o destino ser carregado imediatamente (seja na aba atual ou nova, conforme visto antes). Quando acontece porém de o destino não funcionar, temos em mãos um link quebrado. Um link quebrado é algo muito ruim, para todos (origem e destino). Pra origem, é como se uma recomendação sua falhasse, frustando seu usuário, e por isso costuma haver até alguma punição do Google se muitos links quebrados forem encontrados em seu site. Para o destino, é uma visita a menos no site, que muitas vezes não pode ser recuperada por que a configuração do site não foi boa o bastante (exemplo: o site não tem páginas de erro personalizadas com uma navegação alternativa disponível).

Links Internos e Externos

Dependendo da relação entre destino e origem, podemos classificar um link como interno ou externo. Links internos são considerados como links dentro de um mesmo site, o que tecnicamente implica em schema (o http:// ou https://) e domínio. Por exemplo, um link entre versões com e sem SSL de um site é visto como externo (além de um erro crasso!), o mesmo valendo para versões com/sem www do site (outro erro crasso!).

Já links externos são todo o resto, isto é, links entre domínios diferentes. Note que aqui usei domínios, e isso inclui subdomínios também. Mas não leva em conta, por exemplo, plataformas ou implementações, então você pode ter por exemplo 2 sistemas diferentes no mesmo domínio (por exemplo, eu costumo instalar um WordPress só para Landing Pages numa pasta como /lp/ ou /promo/ do domínio). Links assim são internos, pois compartilham de schema e domínio.

Via de regra, links internos são simples em todos os aspectos: abrem na mesma janela, não usam rel=nofollow, não precisam de segurança extra (rel=noopener, ou CORS, etc) e contribuem para uma navegação saudável por um site. Já os links externos, embora também importantes, precisam de um pouco de atenção caso-a-caso, pois envolvem política de segurança, risco por associação (imagina uma igreja linkar um site pornográfico por falta de verificação), endosso de autoridade (real ou percebido) e ainda outras coisas. Via de regra, links externos devem ser rel=nofollow, exceto se forem vinculados ao autor (ex: links para suas redes sociais) ou se for uma autoridade num assunto relacionado que você valoriza (exemplo: dei alguns links externos aqui, mas só o a W3Schools ficou dofollow, por ser uma referência confiável na área).

Links para Arquivos e Documentos (Downloads)

Por construção, um link pode ser também um documento não HTML, o que em geral causa o download desse documento. Não é nada demais, são links que podem ser absolutos ou relativos, cuja única diferença real é que o destino é um arquivo a ser baixado. A boa prática diz que links assim devem abrir em nova aba, por que normalmente os usuários tem uma dessas duas configurações em voga:

  1. Navegador configurado para abrir determinados tipos de arquivo diretamente (em particular, PDFs). Nesse caso, abrir o link numa nova aba irá evitar que o PDF se sobreponha ao seu site.
  2. Navegador configurado para baixar arquivos. Nesse caso, assim que o navegador perceber e começar a baixar o arquivo, ele irá fechar a aba/janela automaticamente, e seu site volta à evidência.

Destinos intermediários (hops)

Existe um tipo particular de destino, que se interpõe entre o clique e o destino real. São hops, ou saltos, em geral um acesso intermediário com fins de contabilização de cliques e registro de eventos, que o mais rápido que podem redirecionam o usuário para o destino combinado. Alguns, porém, retém o usuário em uma página com anúncios, antes de permitir que ele siga em frente. Se você já usou esses sites de transferência de arquivos grandes, certamente já viu isso em primeira mão.

Os famosos encurtadores de URL são baseados nessa estratégia, e incrementam um contador de visita antes de redirecionar para o destino configurado. No processo, eles sabem de onde veio o clique, podem instalar ou ler cookies e conseguem até mesmo perceber quando o usuário rejeita o destino, por exemplo clicando no Voltar. É assim que eles conseguem dar as estatísticas para seus clientes.

Os links patrocinados também são hops! Quando você clica num anúncio, você passa por um hop do Google que contabiliza o clique para cobrar depois do anunciante, e em seguida ele te redireciona para a página.

Redirecionamentos de Links

Uma consequência natural de dar links para outros sites é que, de tempos em tempos, estes links somem, deixam de existir, ou mudam de lugar. Quando isso acontece, o melhor que você pode fazer é atualizar o destino para apontar para a nova URL, encontrar um outro conteúdo equivalente ou parecido ou simplesmente remover o link. Varia caso-a-caso. Mas se você pensar que outras pessoas podem linkar o SEU conteúdo, você deve começar a pensar em Redirecionamentos também.

O redirecionamento é um recurso que permite registrar uma mudança de URL, de forma que uma origem com um link desatualizado ainda assim possa levar um usuário para o conteúdo desejado, ou outro mais próximo o possível dele. O jeito correto de fazer um redirecionamento é via protocolo HTTP, o que na prática quer dizer que redirecionamentos são tratados antes de uma página abrir. Se um navegador solicitar uma página que não existe mais, e receber como resposta um comando de redirecionamento, ele vai seguir essa indicação (recursivamente inclusive, pois podem haver vários redirecionamentos) até chegar numa página existente (ou desistir, eventualmente). Os tipos de redirecionamentos HTTP possíveis são:

  • HTTP/301 – Redirecionamento Permanente: uma indicação clara que uma URL não existe mais porque ela mudou de endereço definitivamente. Uma vez recebido, seu navegador guarda essa informação no cache dele, e num próximo acesso, nem pergunta novamente, vai direto no destino indicado.
  • HTTP/302 – Redirecionamento Temporário: uma indicação que um conteúdo mudou de endereço, mas que pode voltar para essa URL antiga em algum momento. Seu navegador não vai guardar isso em cache, e vai perguntar pro servidor, a cada tentativa, se o conteúdo existe, recebendo novamente o HTTP/302 (ou a página, quando eventualmente voltar).
  • HTTP/303 – Redirecionamento alternativo: uma indicação que o conteúdo não existe mais, mas que o servidor possui um novo conteúdo que pode ser útil mesmo assim.

Em todos estes casos, o protocolo HTTP estabelece que uma URL completa deve ser fornecida ao solicitante, através do cabeçalho Location. Um conteúdo normal (existente) retornaria uma resposta HTTP/200 (sucesso). Por outro lado, às vezes acontece de um conteúdo ter sido excluído ou altamente modificado, e não ter um redirecionamento definido. Nesses casos, uma resposta compatível deve ser devolvida:

  • HTTP/404 – Conteúdo não encontrado: sinaliza que o conteúdo não existe. É o caso mais básico de erro, e deve ser usado quando a aplicação “não faz ideia” do que foi solicitado (tipo pedir pizza num açougue).
  • HTTP/403 – Acesso não autorizado: sinaliza que o conteúdo pode até existir, mas requer alguma autenticação para ser acessado. Útil em sites com área do cliente e conteúdo por assinatura, por exemplo.
  • HTTP/410 – Conteúdo perdido: sinaliza que o site reconhece o conteúdo solicitado, mas que ele não existe mais. É a resposta certa para casos onde um conteúdo foi excluído, por exemplo: um post antigo nada a ver do seu blog que foi apagado em algum momento.

O redirecionamento tem implicações no SEO, mas felizmente é fácil de entender. Basicamente, um redirecionamento 301 é considerado válido e carrega consigo o valor do backlink. Todos os outros são considerados como perda nesse sentido. Por isso é importante (por exemplo) que seu site com/sem www e/ou com/sem https tenha um redirect 301 para a versão canônica do seu site, pois somente assim um link para qualquer uma delas tem valor garantido e útil para você.

Dica de WordPress: Há duas maneiras práticas de lidar com redirects no WordPress. A primeira e mais interessante é comprar uma licença premium do Yoast, que além de ajudar bastante no SEO, na versão Premium ainda cuida dos redirecionamentos, inclusive sugerindo opções ao excluir ou renomear posts por exemplo. A segunda forma é usar um plugin gratuito para registrar os redirecionamentos, como o Redirect, que é bem fácil de usar.

PageRank e Juices: a relação de autoridade do link

Como o assunto é link, não poderia faltar uma discussão sobre backlinks e link building. Um backlink é um link normal, porém analisado pelo lado do destino (até aqui, focamos mais no lado do criador — origem — do link). O backlink pode ser facilmente entendido como uma citação de uma página sua por outro site. O termo citação é oportuno, pois a teoria por trás da primeira análise formal de links (o PageRank) é justamente as citações que existem entre artigos acadêmicos (papers). Grosso modo, quando mais citações um determinado artigo recebe de outros, mais autoridade ele tem, por que pesquisadores em geral só dão crédito à quem de fato os merece, e somente quando de fato se apoiaram no trabalho citado. A consequência é que o número de citações recebidas é uma medida da relevância (e talvez qualidade) de um artigo. E de fato, quando comparado com outras classificações percebeu-se certa coerência.

Nas relações entre sites, o PageRank se mostrou promissor mas muito ingênuo, em parte porque sites não fazem links com o mesmo critério de pesquisadores. E também, é muito fácil driblar o sistema e conseguir reputação simplesmente conseguindo links em quantidade (e não qualidade). O Google percebeu isso, e passou quase duas décadas aprimorando essa classificação, gerando no processo uma nova ciência: a Otimização de Sites (SEO).

O que é Juice em links, e como trabalhar com ele?

Não sei quem criou o termo, mas tenho quase certeza que é uma gíria. O juice (“suco”) de um link é uma referência ao potencial de uma página qualquer, aqui representada por uma fruta deliciosa (juicy fruit) que outras páginas querem “comer”. Existe uma quantidade finita de juice, meio proporcional ao valor/autoridade da página, e cada link que essa página faz com outras consome uma parte desse valor. A analogia é ruim, o problema na prática é bem mais sofisticado que isso, mas basta para dar uma ideia. O resultado é: links demais ou sem controle irão deixar vazar todo o potencial de uma página, podendo inclusive torná-la tóxica.

O controle do Juice é feito na saída, isto é, nos links para fora da página. Isso vale tanto para links internos (mesmo site) quando externos, embora com pesos diferentes. Você pode definir que um link não receberá nenhuma parte do seu juice, colocando nele o rel=nofollow. Na prática, isso permite que você cite outros sites (isto é, permite que usuários naveguem até lá) sem contudo se comprometer demais com eles, em termos de SEO. Já aqueles que você valoriza ficam no dofollow e recebem parte do seu juice, ou confiança. A quantidade de juice de uma página, por outro lado, é uma soma dos juices que ela recebe (uma mão lava a outra, sabe).

Você não vai encontrar uma ferramenta que te forneça uma graduação de juice (como nas de suco de laranja, que dizem “80% laranja” ou “feito com 12 laranjas”), porque o juice é só uma ideia. Mas você tem sim alguns índices oficiais sobre isso, geralmente chamados de Níveis de Autoridade. Eles variam conforme quem os fornece, mas normalmente são chamados de DA (Domain Authority) e PA (Page Authority). Todos funcionam do mesmo jeito: quanto maior o DA de um domínio ou PA de uma página, maior a relevância percebida nela, e mais peso um backlink dofollow terá. Receber backlinks de páginas fortes aumenta o PA da página-destino, que por sua vez aumenta o DA do seu domínio e, por tabela, de todo mundo que recebe backlinks de você. É um sistema de cascata, basicamente. E ao processo de conquistas de backlinks e controle de links damos o nome de Link Building.

O que é link building então?

Link Building é o conjunto de técnicas que se pode usar para conquistar mais backlinks de qualidade de sites com alto DA/PA, e ao mesmo tempo controlar a geração de backlinks para outros sites. A ideia aqui não é ser egoísta, ou como dizemos na computação, a estratégia não é gulosa. Você precisa de backlinks de gente mais relevante que você, assim como outros precisam dos seus. Negar toda saída é uma estratégia destrutiva que raramente dá resultado no médio/longo prazo. Existem diversas formas de se conquistar backlinks, e isso é assunto de vários Gurus (e charlatões também) do SEO mundo afora. Até hoje, não conheci nenhuma técnica que não exija esforço, tempo ou investimento (e em geral, exigem tudo isso junto). As que costumam dar mais resultado porém são as ligadas à produção de conteúdo.

A ideia de produzir conteúdo para ganhar backlinks é fácil de entender: você produz conteúdo (textos, vídeos, infográficos, cursos, etc) de alta qualidade, e eles se tornam tão interessantes que muita gente vai querer citá-los, e uma parte destes o fará do jeito certo, garantindo uma autoridade. Seu conteúdo pode ficar famoso, e aparecer em canais de grande impacto, tendo uma decolagem de autoridade (e acesso), e aí a coisa toda se torna semi-automática: autoridade atrai autoridade (assim como dinheiro atrai dinheiro).

Uma outra forma interessante, igualmente trabalhosa, é o guest posting. Implica em você produzir, além do conteúdo necessário para seu site, conteúdo para outros sites também. Ter conteúdo legal para divulgar é um dos desafios de qualquer site, e qualquer ajuda nesse sentido costuma ser bem vista. Em troca dessa ajuda, em geral se concede um link de volta para o autor, que com um repertório suficientemente grande de postagens, consegue sua autoridade.

A troca de links é um caso comum no link building, mas exige certa atenção. A ideia é clássica: uma mão lava a outra, e se seu site der um link para outro, esse outro te dá um link de volta. Assim ambos crescem um pouquinho. Embora interessante, ela apresenta 3 problemas: o primeiro, é que a troca de links por si só não aumenta realmente sua autoridade, é como se você perdesse o que ganhasse. Isso pode ser melhorado se ela for usada em paralelo a outras estratégias, por exemplo. O segundo problema é o link cruzado, que ocorre quando as página para a qual você deu o link é a mesma que te dá o link de volta. Isso é perigoso e é considerado uma técnica de black hat pelo Google. O terceiro problema é de contexto: pode acontecer que o site destino não tem nenhuma página realmente ligada ao seu assunto (além da que você linkou, talvez), e você acaba ganhando um link de um contexto diferente. Os pesos variam e você pode ficar do lado mais fraco. Não te prejudica diretamente, mas também não te ajuda tanto quanto você esperava.

Conclusão

Bom, espero que você tenha gostado desse material sobre links. Tentei não debulhar demais os detalhes técnicos, e acho que consegui abordar vários pontos importantes de uma forma que tenha utilidade para mais pessoas. Se você tiver alguma dúvida sobre links em geral, pode deixar aqui em baixo que eu respondo da melhor forma que puder.
Pra finalizar, deixo abaixo uma lista de referências para você consultar, que acho bem útil:

E caso você precise de uma ajuda profissional para melhorar os links da sua empresa ou do seu blog, pode contar com o Nautilos. Nossa Consultoria SEO pode te ajudar a melhor seu perfil de backlinks e com isso conquistar melhores posições nas buscas mais relevantes ao seu negócio.

Se inscreva na nossa Newsletter

Fique por dentro de assuntos relacionados a Marca, Comunicação e Vendas

Navegue por outros temas e saiba mais

Veja agora outros posts que podem lhe interessar

Texto base para constituição de um E-book | Nautilos Posicionamento Digital
Comunicação e Marketing

Como criar um E-book

Objetivo – ter um material de envio para download O Nautilos orienta que o e-book tenha entre 8 e 20 páginas já considerando capa e

Quer impulsionar a sua marca?

Fale Conosco